
O Diretor Comercial e de Marketing da Raster, Anderson Pacheco, é categórico ao afirmar sobre o notório crescimento no roubo de cargas no Brasil nos três primeiros meses do ano. Na visão dele, a recuperação econômica dos últimos meses é uma das justificativas para esse cenário. “Tivemos um crescimento na economia. No início do ano geralmente é mais ameno, mas esse ano o nível de transportes se manteve e, com isso, os números de sinistros aumentaram na mesma proporção. O que observamos na prática foi um aumento que se equivale de 200% a 300% em 2023”, afirma Pacheco.
Pacheco ainda ressalta que a maioria dos sinistros ocorreram entre o fim de outubro de 2022 e o início de dezembro. “O que observamos em nosso dia a dia é que também ocorreu um pico de roubos no começo do ano, mesmo depois que passaram as festividades”, comenta.
Outra constatação feita pelo time de Operações da Raster é que o número de sinistros foi maior quando os condutores não eram motoristas das empresas, mas terceiros. O valor das cargas envolvido nos roubos também aumentou. A média que ficava entre R$ 100 mil e 300 mil, no cenário atual varia de R$ 400 mil a R$ 5 milhões.
A recomendação de Pacheco é não descuidar das questões de segurança. “É muito importante capacitar os motoristas, fazer o checklist antes das viagens e seguir as normas do Plano de Gerenciamento de Risco. São medidas importantes e necessárias para a proteção dos motoristas e dos patrimônios”, pontua.
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